Brasil decide negar visto aos servidores dos EUA que queriam verificar urnas

Após negativa de visto aos servidores norte-americanos o Ministério das Relações Exteriores se pronuciou ontem (25) com relação a negativa de autorização de vistos a dois funcionários do EUA: os funcionários eram o subsecretário do Departamento de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson.

26/07/2026 - 08:50
Atualizado: 3 meses atrás
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Brasil decide negar visto aos servidores dos EUA que queriam verificar urnas
© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Após negarem visto aos servidores norte-americanos, o Ministério das Relações Exteriores se pronuciou ontem (25) sobre as negativas das autorizações dos referidos vistos a dois funcionários do EUA: os funcionários eram o subsecretário do Departamento de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson.

As negativas aconteceram no dia (24) logo após tomarem conhecimento do interesse do Departamento de Estado norte-americano de enviar dois funcionários para o Brasil. A intenção deles era conversar com autoridades eleitorais para discutir liberdade de expressão relacionada às eleições de outubro. 

Chamou a atenção das autoridades brasileiras que o pedido de visto veio na sequência de evento em que políticos brasileiros se reuniram com diplomatas para levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas. O governo considerou como instrumentalização política a visita nesse contexto eleitoral e decidiu negar os vistos. 

O questionamento às urnas eletrônicas voltou a ganhar destaque após o pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), divulgar informação  sobre as urnas brasileiras.

Ele afirmou na segunda-feira (21), durante o evento com diplomatas em Brasília, que os equipamentos brasileiros seriam da empresa venezuelana Smartmatic - sem apresentar provas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, na quarta-feira (22), a informação de que a empresa venezuelana Smartmatic forneceu urnas eletrônicas ou softwares utilizados nos equipamentos eleitorais do Brasil. Segundo o tribunal, as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral. Além disso, elas são produzidas sob “direta coordenação” dos servidores do TSE por empresas selecionadas por licitações públicas com ampla concorrência, “o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral”.

Agência Brasil

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